terça-feira, 24 de julho de 2012

ENTREVISTA DO OTTO



                                                     FOTO ILUSTRATIVA


Programa 9MINUTOS dia 23/07/2012.
http://www.youtube.com/watch?v=8eOfq0LDeiw

domingo, 22 de julho de 2012

ARTE DE VIVER

                        

Se tiver a casa cheia ou vazia.
Quando sair sozinho ou acompanhado.
Num momento inevitável de tristeza.
Porque alguém deixou de te amar.
Ver os filhos partindo definitivamente.
Tirando dos ombros o aconchego.
Agora estando só sinta a arte do viver.
Seja feliz com sol ou tempestade.
Estando fazendo frio ou calor.
Tendo saúde ou estando doente.
Com muito ou pouco dinheiro.
Mesmo estando magoado, sofrendo.
Tenha sempre serenidade para aceitar.
Coragem para modificar.
E sabedoria para conseguir reconhecer.
Caminhos com ou sem acidentes.
Ser bastante para si mesmo.
E entender a arte do que realmente é viver.

Autora: Solange Netto Andrade
02/12/2011

VENTOS

                     
               
A alma fecha o corpo.
A luz apaga quando fecha a porta.
Numa utopia somos despojados.
Lançado ao mundo aos ventos.
Privados da posse total da vida.
Como hospede do corpo apenas viver.
Compreender e aceitar o mistério.
Horrível não entender a morte.
O fechar dos olhos e não abrimos mais.
É o relâmpago certeiro no coração.
Não lamente nem chore.
Pois lamentar é como remorso.
Remorso do que não vivemos.
Alma é como ventania.
Violento vento que leva tudo de bom.
Mas este mesmo vento traz novas alegrias.
O vento como tempo ajuda desapossar.
O vento frio nos adorna e nos cobre.
Faz-nos dormir e esquecer nossa alma.

Autora: Solange Netto Andrade
20/12/2010

quarta-feira, 11 de julho de 2012

SOLITÁRIO

              Olhos Tristes.jpg
                  


É a lágrima que não se soltou.
É a ausência de música na vida.
É o coração batendo sem ser percebido.
É o olhar perdido sem expressão.
É o desejo guardado na mente.
É abraçar o abraço do vento.
É a palavra calada e sofrida.
É a vida sem lembranças.
É não ter esperança no amanhã.
É o silêncio sem sentido.
É extravasar o tempo sofrendo.
É eternizar cada instante desnecessário.
É esquecer-se de respirar e morrer.
É decepcionar eu, ele a todos.
É solitário não saber celebrar.
A dádiva querida da vida.

Autora: Solange Netto Andrade
20/12/2011

LAMPEJO DO DESEJO

                



           

É um clarim e um vibrar como lampejo.
Um beijo de ternura e desejo.
Violento, terno,efêmero e eterno.
Minha alma inteira de repente.
No próprio desejo violento.
Percebo um estranho ardor.
Feito o calor do amor que queima.
O frio do arrepio, quando te vejo.
Os olhos brilham e marejam.
O coração palpita de desejo.
Sei que é amor.
Meu amor quando te vejo.
Meu coração palpita.
Transpiro um suor frio.
Meus olhos marejam e me alegro.
Contra o invisível do desejo.
Quero dizer-te.
Que hoje amanhã e sempre.
Amar-te-ei.
Não é lampejo.
É o mais puro desejo.


Autora: Solange Netto Andrade
07/07/2010

FASCINANTE

                  
      



O amor que fascina a gente.
Como o calor intenso do verão.
O encanto da flor da primavera.
Como brisa fria do inverno.
Num vento impetuoso do outono.
O amor é como o mar em fúria.
Que mescla adoravelmente o tempo.
Do passado, presente e ao futuro.
Como viajantes do tempo.
Nos conserva no eterno presente.
Recordando passados marcantes.
E sonhando com o futuro amante.
Amor é assim.
Ondas gigantes, cachoeira refrescante.
Amor é como água se molda.
Acalma e adoça de repente.
Enfim é assim o amor fascinante.
Fascine-se e viva este amor permanente.
 

Autora: Solange Netto Andrade
02/01/2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

ESTRANHO VAZIO

                     
               
Algo estranho eu estou sentindo.
Juro que não sei explicar sinto um vazio.
No mundo nas pessoas nas coisas.
Sinto pressentimentos e calafrios.
Quero compreender este momento.
Como que renunciando meu coração.
Recolhendo ao meu silêncio.
Relembro caminhos de pedras.
Das marcar das amarguras.
Com cicatrizes guardadas.
E lágrimas sofridas jogadas ao vento.
Marcas profundas ficaram em meu coração.
Esforço-me tentando sustentar e suportar.
As dores mais temidas da morte.
Ver partir uma vida querida.
Mas as lágrimas que choro agora.
Acalma minha alma deixando-me serena.
Neste instante, não é estranho este vazio.
É uma saudade estranha e eterna.

Autora: Solange Netto Andrade
27/01/2009