quinta-feira, 30 de junho de 2011

SOFIA 2 MESES

Primeiro papo entre Sofia e a Vovó Solange.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

O AMANHECER

            

Como uma voz serena.
Entra em nosso leito e sussurra.
Desperta, que já é hora, que já é dia.
Numa estranha sensação do mistério de viver.
Meditamos e sentimos uma emoção.
Quando percebemos o coração palpitar.
Levantamos e com os pés firmes no chão.
Caminhamos ao tempo.
Olhamos e sentimos o sol aquecendo o nosso corpo.
De repente, no mesmo instante.
Chega aquela brisa como que purificando a alma.
Sentimos assim a alegria de expressar um sorriso.
Deixando extravasar do peito, uma emoção.
Que faz a cada dia um renovar.
A esperança de acordar e caminhar em paz.
E assim da manhã à tarde.
Da tarde à noite.
Da noite a um outro amanhecer.  

Autora : Solange Netto Andrade
18/11/1988

AGRADECIMENTO ESPECIAL

 


Agradeço pelo sofrimento, onde me fez conhecer o Amor.
Agradeço pela dor, onde vi a verdade.
Agradeço as lágrimas, onde senti a paz.
Agradeço pelo tempo que me fez aprender.
Agradeço a saudade que me faz recordar.
Agradeço os sentimentos que refletem a vida.
Agradeço a existência.

Obrigado Senhor.
Obrigada pela água, luz e ar.
Obrigada por não me desamparar e me fortalecer.
Obrigada pelo Dom e pela sabedoria, pois sem eles não teria como.
Te agradecer.


Autora : Solange Netto Andrade
01/02/1988

AMANTES



Toda à noite desejo que esteja em minha cama.
Em meu corpo sinto o calor do amor.
Como lamento não ter você comigo.
Mas durmo para poder te encontrar no amanhecer..
Todo o momento em que penso.
Na beleza da vida, está você.
Pois é quem ilumina, alegra o meu coração.
Sei que este amor é belo, puro e sem discórdia.
Apenas cheio de segredo e mistério.
A beleza de não saber o que irá acontecer.
Nos faz pensar.e viver um dia de cada vez.
Sem antecipar sofrimento.
Sem tentar prever o que irá acontecer.
Pois o que existe é o momento.
Te digo meu amor.
E tenha certeza de saudade não  morrerei.
Mas posso morrer de amor.
 
Autora :Solange Netto Andrade
10/10/1997


BEIJO MOLHADO



Quando chego em casa.
Após um dia exaustivo.
Deito  para relaxar. 
Penso e faço uma reflexão do meu dia.
Num desses dias deitei.
E comecei a sentir o meu peito apertado.
Um calor que eu não suportava.
Era como saudade, que provoca angústia e dor. 
Senti uma sede que os meus lábios ressecaram.
Sabia que não era de água que precisava.
Mesmo assim levantei em busca de algo.
Que pudesse saciar a minha sede.
Peguei um cálice de vinho.
Bebi e subitamente adormeci.
Fui despertada com um beijo molhado.
Percebi então era  sede de amor.
Dessa sede quero sentir. 
Deste beijo quero provar. 
Com amor quero viver.
E com um beijo molhado.
Sempre me despertar.
                                 
Autora: Solange Netto Andrade
04/01/1985
 

VIDEO DO NASCIMENTO DE FELIPE

Parabéns, Papai Nequir e Mamãe Dany

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ÂNSIA E SAUDADE


Minha filha Sabrina: 25/11/1981 + 25/01/1983


Estou com saudade.
É como dormir, sonhar e acordar pensando em te encontrar.
Pensar, sorrir e chorar esperando um acalentar.
Correr, parar e sentar para o coração descansar.
Estou com saudade, não tenho nada para falar.
Eu queria,  poder te tocar.
Como não posso só tenho a lamentar.
Estou com saudade.
Meu coração chora por não poder te falar.
Com uma ânsia de querer, ânsia de ver, querendo ir, medo de não voltar, angústia de ficar, penso para não chorar, deito para não pensar, durmo para esquecer, mas sonho para recordar.
Acordo para viver, vivo sem sonhar, querendo viver sem lamentar.
O consolo que tenho é escrever para desabafar.

Autora : Solange Netto Andrade
25/01/1987

JU ANDRADE

Site de Ju Andrade

My Space Ju Andrade

domingo, 26 de junho de 2011

VOVÓ VIVINA VIVEU 105 ANOS

                                   Faleceu  ao 105 anos  (1904 + 2009)

VIDEO DE VOVÓ VIVINA no Youtube


VOVÓ 100 Anos

Vida de trabalho e belo realismo
Implementada, com asas leves de alegria.
Vivendo com modéstia, e harmonia.
Inteira e absoluta no que fazia
Nada transpunha o amor que sentia
Ainda cansada não desistia.
Porem a sua fibra, no entanto.
Imperou a tudo e a todos com encanto
Mantendo o olhar forte e radiante
Entre constelações brilhantes
Navega com liberdade, entre os afetos!
Toda enfeitada de vida de fato
Elegante, vibrante e bela.
Leal, amada e sincera.
Navega nos primeiros dias de setembro
Externando um coração vibrante
Tuas palavras revelam sabedoria
Tentando mostrar para todos
Ondas de amor, dos seus 100 anos Vivina.
.
Autora: Solange Netto Andrade
08/09/2004






SITE DE MARCOS JOSÉ NETO ANDRADE

www.guia.heu.nom.br
De Marcos José Neto Andrade.

BOM DIA A VIDA

 
Para Eduardo.


Bom dia, disse eu .
Ao mundo aos 00:35 minutos do dia 21 de janeiro de 1977.
Na realidade não sabia bem o que era dia ou noite.
Mas sei que cheguei.
Era estranha a sensação de estar num mundo.
Onde a minha volta tudo era tão claro e barulhento.
Com crianças chorando.
Foram praticamente doze horas de adaptação.
Mas para conforto deste meu corpinho sensível.
Mão acariciava o meu rostinho.
Onde comecei a sentir o amor.
De um ser que eu tive já naquele instante.
Certeza que me protegeria no meu caminhar.
E eu não estava errado.
Transferindo-me assim para um espaço.
Onde a tranqüilidade reinava meu berço.
Meu lugar que durante algum tempo.
Fiquei a contemplar meu lar.
Sabe quando sabemos.
E não conseguimos explicar.
Mas como foi bom.
Tudo era como um sonho.
Repentinamente abri os olhos.
Como se voltasse de um sono profundo.
Ai tive a certeza era a minha “VIDA”.

Autora : Solange Netto Andrade
21/01/1990

NUNCA TE ESQUECI


Meu filho Rodrigo faleceu com 1 dia de vida. Não tive coragem de vê-lo. Por isto lamento.


Lamento por não te conhecer.
Lamento por não te ver.
Lamento por não te amamentar.
Lamento por não te socorrer.
Foram só doze horas.
Não tive tempo.
Nem poderia.
Apenas chorei.
Apenas entendi.
Apenas sobrevivi.
Quantas coisas sonhei.
Quantas coisas preparei.
Quantos meses esperei.
No seu quarto eu fui.
No seu berço debrucei.
As suas roupas cheirei.
Com o tempo aceitei.
Com o tempo meditei.
Com o tempo compreendi.
Os anos se passaram.
Mas eu nunca ti esqueci.

Autora: Solange Netto Andrade
14/04/1997

PROTESTO

Porque não me deixaste nascer?
Eu estava tão ansioso para te conhecer, tanta coisa precisava fazer.
Porque não me deixaste nascer?
Se pudesse avaliar o que eu senti.
Se pudesse ver a tristeza.
Se pudesse sentir a dor.
Com certeza não o faria.
Porque não me deixaste nascer?
Enquanto fazia amor, nem pensou que eu já poderia está ali.
Naquele momento só pensou no seu prazer.
Nada importava, só que eu já sentia.
Pena que você não me via e nem podia me ouvir.
Porque não me deixaste nascer?
Você também não sabia que eu seria a sua felicidade e sua alegria.
Porque não me deixaste nascer...


Autora: Solange Netto Andrade
24/02/2000

LÁGRIMA

Se eu morrer precocemente,
Diga que você já sabia, diga que muitas vezes falamos sobre isto.
Eu tudo compreendia e entendia.
Era muito difícil explicar ou justificar.
Mas da forma que as coisas aconteciam sentia que nada eu poderia fazer nem deixar escrito.
Todo o dia vestia-me como se fosse partir, nunca pensava em deixá-los e nunca deixei.
Todo o dia aprendia coisas novas.
A cada dia eu crescia tinha toda a informação necessária.
Não podia colocar em pratica porque era muito além do entendimento.
Eu olhava a todos, contempla e amava com distância, pois quanto mais presente maior a do, a angústia e sofrimento.
Eu tudo compreendia, sabia e entendia.
A saudade já sentida.
Apenas entendam e me  perdoe..

Fui escolhido.......

Autora: Solange Netto Andrade
14/12/2002

EU APRENDI

Eu aprendi que tenho menos tempo, mas consigo amar mais.
Eu aprendi que pacífica, é uma criança dormindo em meus braços.
Eu aprendi que conselho só em casos de vida ou morte.
Eu aprendi que se não posso ajudar, eu rezo.
Eu aprendi que classe, dinheiro não compra.
Eu aprendi que basta um acontecimento, para a vida ser espetacular.
Eu aprendi a pensar e fazer calmamente as coisas, pois Deus não fez tudo num só dia.
Eu aprendi a me apaixonar, para ver a perfeição nas pessoas.
Eu aprendi amar mais, convivendo com meus pais.
Eu aprendi a aproveitar as oportunidades e nunca me perder.
Eu aprendi a melhorar como pessoa, sorrindo sempre.


Autora: Solange Netto Andrade
14/03/2011

AINDA

Ainda pior que a convicção é a incerteza.
Ainda me incomoda e entristece quem mata.
Ainda me preocupam as chances e oportunidades perdidas.
Ainda me preocupa a frieza dos sorrisos.
Ainda me entristece o abraço frouxo.
Ainda me envergonho da indiferença.
Ainda me angustia a covardia de ser feliz.
Ainda me arrasa a indecisão entre alegria e dor.
Ainda me fere a derrota antecipada a certeza da vitória.
Questiono-me a vida morna: Noite sem estrela e lua, dia sem sol e vento, mar sem ondas.
Ainda ti pergunto? Onde estão as virtudes que amplia e ilumina a inspiração.
Ainda ti pergunto?
O que traz dentro de si.

Autora: Solange Netto Andrade
15/10/2009

TRAÇOS

Já tenho traços e sinais da velhice.
Mas conservo a meninice e a alegria.
Em todos esses tempos dispararam e cravaram em mim o vício da vida.
Se pensar, quem quase morreu, está vivo.
Ou quem quase viveu, já morreu.
Acredite em você, não desconfie do destino.
Tente e vença o mêdo.
Iimpeça que a rotina te limite e sufoque.
Cerque o seu coração de amor e proteja a alma.
Ame, não deixe o seu romance sem cor, apimente.
Para dor, só o tempo.
Para fracassos, só outra chance.
Para erros, sempre perdão.
Faça da lágrima uma linguagem.
A vida merece oportunidades.
Amplie seus horizontes com inspiração.
Trace os seus passos, siga em frente.

Autora: Solange Netto Andrade
12/10/2009

EU PRESENTE


Meu filho Bruno: 30/04/1978 + 13/12/1981

Parti, quantas saudades.
Ainda lembro  o seu rosto cansado das noites mal dormidas e dos dias inacabáveis.
E daquele colo que me envolvia, aquecendo-me e transmitindo amor, lia os meus olhos, sabia o que eu sentia e o que eu queria dizer-lhe e não podia.
Não penses que sofri, tudo que era possível a mim era dado em abundância.
Precisava partir, mas tinha que ter a certeza que entenderia.
De repente uma solução, à distância.
Pena foi que por isso quantas lágrimas rolaram destes teus olhos lindos.
Como uma viagem, sem regresso que eu já sabia, parti para a cidade grande com a vovó, mãe de minha mãe, tudo dava no mesmo porque eu também conhecia seu coração.
Foi triste fazê-la sofrer vovó, mas não tinha outro jeito.
Os dias passavam e como eu poderia vê-la de novo mamãe?.
Quando numa bela manhã de sol ardente entra no meu leito o que mais os meus olhos queria contemplar.
Pensa que não te vi. Eu podia até sentir o palpitar do seu coração.
Quatro dias se passaram e tive a certeza que poderia partir para a vida eterna.
Lembra-te daquela linda entrega, sentada ao meu lado cantando e sussurrando doces palavras.
De repente uma súplica “Senhor não tenho o direito de pedir-lhe a vida, mas também não gostaria que o tirasse de mim. Ponho em tuas mãos esta decisão”.
E num único suspiro, naquela mesma noite, parti tranqüilo para vida eterna.

Autora: Solange Netto Andrade
14/04/86