quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

NOITE SUBLIME


              
No quarto, ao meu lado.
Deitado aquele corpinho dormia.
Tranqüilo, sonhando e suspirando.
Naquela madrugada em minha mente.
Veio lembrança dos meus pequeninos.
Numa mistura de saudade e alegria.
Na escuridão do quarto eu  sentia.
Como era sublime aquele momento.
Vigiar o sono suave daquele bêbe.
Deitada sem dormir eu pensava.
Como era único aquele instante.
Que privilegio poder curtir.
Tantos sentimentos juntos.
Naquela noite eu te vigiei.
Naquela noite fomos vigiados.
Naquela noite nem percebi.
Que a noite tão rápida virou dia.
                                      
Autora: Solange Netto Andrade                                                             
10/08/2009

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

LEMBRANÇA DA INFÂNCIA


Quando estiver velhinha.
Contarei segredos da infância.
Aos amados netinhos.
Lembranças guardadas no peito.
De aventuras vividas.
Das brincadeiras inocentes.
No campo verde em frente à casa dos avôs.
Pegando vaga lume no ar.
Fazendo deles estrelas a piscar.
Montava cavalo, alimentava animais.
Que tempo anos atrás.
Que bom voltar ao tempo.
O café o leite tirado na hora.
O canavial de cana caiana.
A rapadura, queijo com melado.
Lembro da casa que tanta gente cabia.
Que mais parecia um casarão.
Onde dois dormia.
Vinte podia dormir
Hoje vendo a casa pequenina.
Fico imaginando como cabia.
Só com muito amor.
Isto era que lá existia.

Autora: Solange Netto Andrade
08/10/1993

SOFIA ENGATINHANDO


Dia 02/12/2011 Sexta-feira.
Sofia começou a engatinhar e esta vovó coruja.
Logo filmou.
Pelo jeito não terei privacidade.
Tudo estará registrado.
Que bom, quando eu crescer.
Darei boas gargalhadas........

SOMENTE


A alegria faz o sorriso doce.
Desafio te torna forte.
Tristeza te faz mais humano.
Os erros te fazem humilde.
A razão traz lucidez.
Sucesso deixa-te reluzente.
Vitória leva-te a glória.
Com chaves guarda moralidade.
Só no coração temos enigmas.
Senso traz sensibilidades.
A força torna fascinante o poder.
Perfeição tem que ter.
No olhar que julga.
Na verdade da palavra.
Humano é ser real.
Acredite a felicidade existe.
Dor só do coração sangrando.
Paz pede o mundo agora.
Cicatriz da vida quer deixar.
Só quisera eu a paz.

Autora: Solange Netto Andrade                                                
08/10/1994

sábado, 3 de dezembro de 2011

RIACHOS


          
Se alguém bloquear meu coração.
Não gastarei energia com confronto.
Buscarei novos encontros.
Sinto meu coração puro como água.
E minha sabedoria feito riachos.
Estreita e longa percorrendo meu caminho.
Deixo as coisas acontecerem.
Não fico com quem me faz chorar.
Contorno como os rios minha vida.
Crio riachos em  busca do rio.
Cheios de esperanças e encantos.
Navego e deixo correr como sangue na veia.
Levando e mandando embora a nostalgia.
Aproveito este riacho encantado.
Relaxo e deixo a dor estendida.
Entre a relva e a selva de pedra..
Faço dormir coisas deprimidas.
Acordo e rego a minha vida merecida.
Com alegria que é a vida.

Autora: Solange Netto Andrade
15/01/2010

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PALAVRAS DE UMA AMIGA

         

Começo a desejar diariamente pra mim e para você, olhos de poeta.
Do amanhecer ao anoitecer, todos os dias.
Porque este olhar iluminará nossos corações, e a emoção das pequenas coisas são as bênçãos. 
Que não contamos, mas que faz a diferença nas nossas vidas.
Lembrei de uma senhora velha que tinha um lindo pé de manga no quintal.
Manquitas doces e deliciosas, que num dia insano pegou um machado e derrubou a árvore, porque as crianças vinham lhes roubar os frutos.
O olhar é tudo.
Começa de dentro pra fora.
E é este olhar maravilhado que te desejo, e a mim também, é claro.

Beijos.

Marlene Passos
28/11/2011

SILÊNCIO


                          
Estou em silêncio a ouvir meus pensamentos.
Aguardando sinais de inconsciência.
Entretanto pensamentos vão e vêem.
Percebi que nunca observei a perfeição.
Do silêncio que traz calma e sensação.
Olhei a minha mão envolvendo uma caneta.
Movimentos sutis sem som.
Ao meu lado uma janela e um espelho.
Meus olhos bicolores via reflexo do rosto.
pela janela um vitral gótico da natureza.
Descobri que com este olhar tudo causaria espanto.
Mas com o toque do telefone quebrando o silêncio.
Numa expressão iluminante do sagrado.
As mudanças oculares que me faz  ver.
Os relâmpagos sentindo o milagre diante da sarça ardente.
Com a chuva fina e fria a rua deserta praticamente sem vida.
Deus me deu a alegria de ver tudo.
E transformá-la em poesia.

Autora: Solange Netto Andrade
17/07/1997